O PODER TERAPÊUTICO DOS ANIMAIS

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O poder terapêutico dos animais de estimação para crianças com autismo

Jackson Tillman está na terceira série, mora em Kentucky, e tem autismo. O maior desafio da família dele é que quando a situação fica sobrecarregada, Jackson pira e quando ele está com a avó, ela não consegue lidar com ele. E aí que entra o amigo do Jackson, Mateo, que é um Labradoodle de dois anos de idade, com pelos encaracolados. Ele é o primeiro cão de serviço para autistas em Kentucky.

Mateo mudou a vida de Jackson e de sua família.

Jackson e Mateo vão pra todo lado juntos – pra escola, ao shopping com a avó, aos museus e quando Jackson se sente estressado ele brinca com os pelos encaracolados de Mateo e se sente mais calmo. Mateo veio dos “Cães de Serviço Autista da America” em Oregon. Os pais de Jackson participaram de um treinamento de uma semana em Oregon, pra aprender como melhor usar o cão Mateo com o filho deles. Eles relatam que viram uma enorme melhora no comportamento de Jackson e que ele é capaz de passar mais tempo na sala de aula e mais tempo socializando quando Mateo está ao seu lado.

Mateo parece dar certo com Jackson, mas será que cães de terapia são realmente uma intervenção terapêutica eficiente pra crianças com autismo?

A pesquisa é encorajadora

Para algumas crianças, cães de terapia ou até os animais de estimação da família têm efeitos positivos significantes no seu funcionamento social, cognitivo e emocional. Pesquisas dão apoio a isso: 14 estudos foram analisados em 2013 e uma punhada de novos estudos nos últimos três anos descobriram que intervenções terapêuticas de cães, golfinhos, cavalos e até porquinhos da índia têm tido efeitos positivos em crianças com autismo e suas famílias.

Crianças com autismo freqüentemente têm dificuldade com foco, resposta ao estímulos sensoriais e comunicação com outras pessoas. Pesquisas nos dizem que animais de terapia podem ser particularmente efetivos para abordar estes problemas. Mais de uma década atrás, pesquisadores ficaram intrigados quando descobriram que crianças com autismo tendem a preferir fotos de animais do que fotos de pessoas, e que elas também tendem a ser menos responsivas à vozes humanas do que outros sons. Estudos adicionais olharam mais de perto na conexão animal e os mais recentes mostram que apresentar um cão à uma criança com autismo reduz estresse, ansiedade, irritação e resulta em um ambiente mais relaxado pra todos.

Encorajando comportamento pró-social e reduzindo estresse

A introdução de um cão de terapia também tem se mostrado melhorando o comportamento pró-social em crianças autistas e a pesquisa indica que os resultados foram os mesmos independente se havia um terapeuta treinado trabalhando com o cão e a família, ou se os pais foram treinados e usavam o cão de maneira terapêutica em casa.

Pesquisadores também têm investigado o impacto dos cães nos níveis de estresse das crianças cm autismo ao medir fatores fisiológicos como a secreção de cortisol que indica quando alguém está se sentindo estressado. Em um estudo que introduziu cães em famílias com crianças autistas, os níveis de estresse caíram 48% e os pais relataram que problemas de comportamento também diminuíram significativamente. Outro estudo descobriu que cães de terapia não somente ajudaram as crianças, mas também toda a experiência interativa familiar e melhorias gerais na felicidade em geral.

Não é qualquer criança, não é qualquer cão

Temple Grandin, que provavelmente é o autista mais famoso, demonstrou que algumas pessoas com autismo têm habilidades especiais pra conectarem com animais empatizam fortemente com suas experiências. Grandin é famosa por ajudar a acalmar vacas e desenvolver maneiras mais humanitárias de tratar animais de fazenda. Em uma recente entrevista Grandin disse que na experiência dela, quase um terço das pessoas com autismo têm fortes laços com animais, um terço têm dificuldades estando ao redor de animais e um terço são medianos quanto às interações com animais.

Enquanto que não haja pesquisas que apóiem as experiências de Grandin, a maioria dos pais tem um instinto que seus filhos podem se beneficiar de um animal em particular ou que podem ficar mais irritados ou estressados. Escolher o animal certo também é importante: um terrier pequeno, barulhento e cheio de energia, pode não ser a escolha certa em comparação a um labrador ou golden retriever mais calmo e obediente.

O porquinho da índia pode ser a resposta

A maioria dos estudos sobre animais de estimação e animais de terapia pra crianças autistas focam em cavalos e cães. Pesquisas sobre programas de terapia com eqüinos apontam claras melhorias no funcionamento social e cognitivo de crianças com autismo, mas devido ao fato de que programas de equitação são caros e exigem muita infraestrutura, cães parecem ser a escolha mais popular tanto para pesquisadores quanto famílias.

Mas um novo garoto no pedaço, também está recebendo atenção dos pesquisadores: o porquinho da índia.

Uma das mais proeminentes pesquisadores na área de terapia com animais de estimação para crianças autistas é Marguerite O’Haire da Universidade Perdue. Ela e seu colegas têm conduzido várias pesquisas e estudos em crianças com autismo e os efeitos da interação com porquinhos da índia. O’Haire e seus colegas descobriram que crianças autistas tiveram habilidades sociais melhoradas e falaram, sorriram e riram mais quando porquinhos da índia estavam presentes. Elas também reclamaram e choraram menos.

Em um bem-elaborado estudo no ano passado, O’Haire descobriu que porquinhos da índia reduziram o estresse social em crianças com autismo. O’Haire usou um grupo de controle de crianças neurotípicas e mediu a variedade de atividades como:

  • leitura em voz alta em grupo,
  • brincadeiras livres com um brinquedo,
  • brincadeiras livres em grupo com um porquinho da índia.

Os pesquisadores descobriram que para crianças autistas, as duas primeiras atividades foram mais estressantes do que para crianças neurotípicas, mas a atividade com porquinhos da índia foi mais calmante. Interessante, as crianças neurotípicas mostraram mais sinais de estresse e excitação em volta do porquinho da índia, do que as crianças autistas, mas todas as crianças gostaram do animal.

Mais estudos são necessários sobre terapia com animais de estimação, especialmente com amostragens maiores e grupos de controle como aquele conduzido com porquinhos da índia. Ao mesmo tempo, nós também sabemos por pesquisas, que cada criança com autismo é única e o que funciona brilhantemente para uma crianças pode não dar certo para outra. Experimentar a terapia com animais de estimação, talvez em pequenas doses inicialmente, pode ser uma boa estratégia a se perseguir com sua criança e sua família.

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